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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O Picasso de Chicago


No próximo dia 15 de agosto, esta estátua, sem titulo, do artista Pablo Picasso, que se encontra na Daley Plaza, em Chicago, faz 50 anos. Quando passamos por perto, não podemos ficar indiferentes, até pelo seu tamanho. Muitos perguntam o que significa, mas a resposta fica aberta a especulações, pois o artista nunca lhe deu nome. Será um cavalo? É conhecida pelo "Picasso de Chicago".Contudo, alguns acreditam que se trata da mesma musa, que Picasso retratou em algumas das suas pinturas: (Lydia) Sylvette David.
Apesar de Picasso nunca ter visitado os Estados Unidos da América, a estátua foi doada pelo artista à cidade de Chicago.




A descansar um pouco aos pés da estátua, em 2002, numa viagem com a minha irmã. Gostei muito da cidade. Regressei em 2004, quando atravessámos os EUA de leste a oeste.








Referência:
Revista Architectural Digest no FB


Vinho Madeira com mais de 200 anos





Caixas com vinho Madeira, enviadas de Portugal, para brindar na tomada de posse do Presidente dos EUA, John Adams, em 1796, foram recentemente descobertas pelo Liberty Hall Museum. A antiga casa do advogado William Livingstone, um dos signatários da Constituição Americana e o primeiro governador eleito de New Jersey, em 1776, faz parte do museu.

Recentemente a casa sofreu grandes obras de remodelação e nas caves descobriram esta colecção de vinho Madeira, sem dúvida a maior dos Estados Unidos. A avaliação não foi tornada pública.

O vinho Madeira era consumido pela elite americana, sendo George Washington um grande apreciador desta bebida. O brinde à independência dos Estados Unidos da América foi feito com vinho Madeira, pois resistia bem à travessia do Atlântico,  não perdendo qualidade.



Os meus agradecimentos à Embaixada dos EUA pela publicação desta noticia, da revista Architectural Digest, de 11 de julho de 2017.


domingo, 6 de agosto de 2017

Exposição "Terracotta Army, Guerreiros de Xian"


Os Guerreiros de Xian são uma das mais valorizadas descobertas arqueológicas do século XX. As 8.000 figuras de terracota são constituídas por guerreiros, cavalos, carruagens, armas e ferramentas de uso quotidiano, construídas em tamanho real.

Foram descobertas no interior do mausoléu do primeiro Imperador da Dinastia Qin: Qin Shi Huang (século III a.c). 

A Grande Muralha da China, que atualmente se conhece, começou a ser construida sob a égide de Qin Shi Huang, com o objetivo de manter o seu império protegido. Contudo muito pouco resta da muralha inicial.







As figuras em terracota são um excelente exemplo de esculturas realistas chinesas.



 Usando a argila, tinta e cor, os artistas retrataram diversas personagens da sociedade. As cabeças dos guerreiros eram realizadas em moldes e depois esculpidas com feições, penteados e outras características individualizadas. 



Ao longo de 2000 anos, a cor perdeu-se.




Os guerreiros são todos diferentes.













 O exército tinha a função de guardar o mausoléu do imperador.


Ao longo dos anos realizaram-se muitas descobertas arqueológicas em todo o mundo. No entanto, em 1974, quando um grupo de camponeses estava a executar obras de abastecimento de água, na provincia de Shaanxi, encontraram diversos fragmentos de barro. Camada após camada de terra esses fragmentos eram cada vez maiores. Intrigados, pois achavam que se tratava da ira dos deuses por terem perturbado a sua paz, encontraram o que viria a ser considerado pela UNESCO a 8ª maravilha do mundo. Em 1987, este achado arqueológico foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO.





Até dia 10 de setembro, pode visitar-se na Cordoaria Nacional uma grande exposição, que já percorreu diversas cidades europeias. São 150 reproduções, em tamanho real, do exército de terracota. O ingresso custa 11 euros. 


Foi uma manhã de domingo muito bem passada.




sábado, 5 de agosto de 2017

2467


Hoje ao ler um artigo no jornal Público lembrei-me do móvel que havia na minha casa, quando era criança, cuja única utilidade era para falar ao telefone. Não era muito parecido com o da foto, pois o assento tinha costas e, além da prateleira para o telefone, havia outra para a lista telefónica. Tão engraçado... não dava intimidade nenhuma a quem falava, porque ficava no primeiro patamar das escadas e quem estava no andar térreo ou no primeiro andar ouvia perfeitamente as conversas...

O número era tão simples: 2467.  Mais tarde foi adicionado  mais um 2 no início ...

Quando era criança as chamadas da Madeira para o Continente não eram diretas. Tínhamos de ligar primeiro para a *Marconi, que fazia a ligação. Quem imaginaria a quantidade de vezes que já falei hoje para o estrangeiro do meu telemóvel? Isso era ficção cientifica, como costuma dizer o meu marido...




*Em Portugal, a Companhia Portuguesa Rádio Marconi (CPRM) foi fundada em 1925, depois do contrato de concessão assinado em 1922 entre o Governo português e a empresa britânica Marconi’s Wireless Telegraph Company, para o estabelecimento e exploração da telegrafia sem fios. Até 1966, o principal accionista era a empresa britânica. A partir desta data, a grande maioria da companhia passou para as mãos do Estado português. Em 1995, a CPRM foi integrada na Portugal Telecom (PT) com 100% do seu capital e, em 2002, foi incorporada por fusão na PT. (Wikipédia)

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Os países mais pacíficos do mundo 2017

1- Islândia
2- Nova Zelândia
3- Portugal
4- Áustria
5- Dinamarca
6- República Checa
7- Eslovénia
8- Canadá
9- Suiça
10- Japão



terça-feira, 1 de agosto de 2017

Comunicado do governo português acerca da situação venezuelana




Estou de acordo e gostei de ler o comunicado do governo português sobre a situação na Venezuela.

Comunicado sobre a situação na Venezuela


O Governo português lamenta profundamente a evolução dos acontecimentos na Venezuela. A recusa expressa por parte de importantes setores políticos e sociais pela via seguida e a violência que rodeou o ato eleitoral, fazem com que não se tenha dado ontem nenhum passo para a resolução da crise política naquele país.

O Governo português expressa as suas sentidas condolências às famílias das vítimas da violência na Venezuela. A preocupação principal das autoridades portuguesas centra-se nas garantias de segurança e de bem-estar da comunidade portuguesa e luso-descendente que vive e trabalha na Venezuela.

Temos instado as autoridades venezuelanas a assumir todas as suas responsabilidades na prestação dessas garantias e temos feito tudo ao nosso alcance para, em colaboração com essas autoridades, apoiar os nossos concidadãos. Portugal revê-se na declaração desta manhã do Serviço Europeu de Ação Externa da União Europeia.

O Governo reitera que a gravidade da crise económica e social que atinge o povo venezuelano só poderá ser debelada mediante um compromisso político inclusivo que envolva o regresso à normalidade constitucional e no quadro de um calendário eleitoral mutuamente acordado entre as partes, bem como no pleno respeito pelos direitos humanos, pela separação de poderes, pelo livre exercício dos direitos civis e políticos e, em geral, pelos princípios do Estado de Direito.


 Lisboa, 31 de julho de 2017 







http://www.portugal.gov.pt/pt/ministerios/mne/noticias/20170731-mne-venezuela.aspx

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10155578657846133&set=a.492194371132.303631.714636132&type=3&theater



Ler a Declaração dos 28 países da União Europeia sobre a Venezuela ( 2/8/2017)

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Museu do Dinheiro















O Museu do Dinheiro fica situado na Baixa, na Antiga Igreja de S. Julião, no Largo de S. Julião.






















O edifício pertence ao Banco de Portugal. Logo à entrada vêm-se vestígios da antiga igreja.



filme no museu sobre Lisboa antes do terramoto

A primitiva Igreja de S. Julião não se encontrava no local que ocupa hoje. Com a destruição causada pelo terramoto de 1755 a igreja foi reconstruída no local onde outrora se erguera a Patriarcal de D. João V, igualmente arrasada pela catástrofe.






 A reconstrução foi concluída em 1810. Seis anos depois, um incêndio destruiu o recheio do templo, que teve de sujeitar-se a novas obras, as quais se prolongaram até 1854.

Em 1910, o Conselho Geral do Banco de Portugal decidiu comprar a antiga Igreja de São Julião e os seus anexos, devido ao crescimento do Banco.  Em 2007, foi tomada a decisão de restaurar o edifício da Sede do Banco de Portugal, tendo em conta a necessidade de reabilitação geral do edifício.

O Museu do Dinheiro oferece uma experiência interativa que recorre à tecnologia multimédia para mostrar o seu acervo e assenta em núcleos temáticos .

A Muralha de D. Dinis



A exposição inicia-se na cripta da antiga Igreja de S. Julião. Nos finais do séc. XIII, Lisboa era um importante centro económico e de comércio sujeito a ataques vindos do mar. Para defender pessoas e bens, D. Dinis mandou construir uma muralha na zona ribeirinha da cidade. Ao longo dos séculos, muitos edifícios aproveitaram a solidez desta construção para aí apoiarem as suas paredes, entre os quais o Paço Real da Ribeira construído por D. Manuel no período dos Descobrimentos. 

Em 1755, o Terramoto de Lisboa danificou quase por completo a estrutura, que permaneceu soterrada mais de 250 anos.

Em 2010, as escavações arqueológicas realizadas durante a remodelação da sede do Banco de Portugal trouxeram o monumento de novo à luz do dia.

O inédito troço da Muralha, classificada como Monumento Nacional, convida-nos a uma viagem de mais de 1000 anos pela história de Lisboa. Animações em 3D reconstroem virtualmente os objectos expostos e fornecem informação sobre os artefactos encontrados.



Museu do Dinheiro











À entrada está exposta uma barra de ouro, enquadrada pela porta da antiga casa-forte













Apreciei tesouros numismáticos e objetos singulares e aprendi muitas coisas neste museu. Para as crianças que o visitam há muitos jogos interativos. Senti um grande orgulho, que este museu esteja na minha cidade.


Século XIII-XIV

Caixa Forte do  Banco de Portugal 1891


Escritório Namban Século XVI-XVII (Japão)





quarta-feira, 26 de julho de 2017

Dia dos Avós


A 26 de julho celebra-se o dia dos avós coincidindo com a festa litúrgica dedicada a Santa Ana e São Joaquim, pais da Virgem Maria e avós do menino Jesus.




Feliz Dia para todos os avós!

O baralho de cartas e o calendário






Não ficou registado quem criou o conhecido baralho de cartas, como o conhecemos no ocidente. Parece que o design francês, influenciado pelo estilo oriental, se tornou a referência mundial, incorporando os quatro naipes modernos: espadas, copas, ouros e paus. 
Apesar de não termos o nome de um criador o seu legado cultural é muito importante.









Sabia que o baralho tradicional é de facto uma forma engenhosa de calendário?

Há 52 semanas num ano e também 52 cartas num baralho.

Há 13 semanas em cada estação do ano e também 13 cartas em cada naipe.

Há 4 estações num ano e 4 naipes num baralho.

Há 12 meses num ano e 12 cartas com figuras, que representam o Rei, Rainha e Valete em cada naipe.

Se somarmos o valor das cartas (1+2+3+4+5+6+7+8+9+10+11+12+13) dá 91. Se multiplicarmos por 4 (4 naipes) dá 364. Se adicionarmos o joker chegamos ao número 365, os dias num ano.
Alguns jogos usam 2 jokers, indicando assim o ano bissexto.

Fiquei intrigada quando me contaram. Afinal um jogo de cartas pode significar muito mais, além de ser perfeito em termos matemáticos...



terça-feira, 18 de julho de 2017

Jane Austen (1775-1817)








Hoje comemora-se 200 anos da morte de Jane Austen.








Ontem vi no canal Film and Arts  o primeiro episódio de Death Comes to Pemberley, baseado no livro, da escritora PD James (1920-2014). Foi-me oferecido pelo meu filho no ano da sua publicação, pois achou que eu deveria gostar... é a continuação de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, depois do casamento de Darcy e Lizzy. A autora era uma grande admiradora de Jane Austen e neste romance inclui um caso policial, fiel ao seu género literário...

Em 2013 celebraram-se 200 anos da publicação do romance Orgulho e Preconceito. Foram angariados fundos para recuperar um anel de Jane Austen e anunciaram  que o seu rosto apareceria numa nota de 10 libras, o que veio a concretizar-se agora. De realçar a citação impressa “I declare after all there is no enjoyment like reading!”. O seu valor hoje em dia seria equivalente a apenas 13 pence em 1817 (No final do século XVIII, £10 seria o equivalente a £1000 hoje em dia, a quantia que Jane Austen recebeu pela publicação do seu primeiro livro).

Há outras iniciativas programadas para hoje como a inauguração de uma estátua de Jane Austen em Basingstoke.







Esta cadeira pertencia ao futuro Rei George IV, um apreciador dos romances de Jane Austen, especialmente Orgulho e Preconceito. A escritora deve ter apreciado este modelo muito em voga na época, quando visitou Carlton House em 1815. Tinha nas costas um suporte para livros.








Só gostaria que hoje, no avião de regresso a Portugal, houvesse a hipótese de ver a bordo os outros dois episódios de Death Comes to Pemberley ...

Gostei muito do livro e desta recriação do famoso Mr Darcy e Lizzy do  romance clássico de Jane Austen. A Georgiana é a bonita atriz que representa Demelza em Poldark...


sábado, 15 de julho de 2017

3 anos fora de Portugal

Estou a viver permanentemente fora do meu país, desde julho 2014. Durante  estes anos, a nível pessoal, houve o casamento do meu filho em 2014, em Inglaterra;




















e o casamento da minha filha em Portugal, em 2016.















Em 2015, a família aumentou com o nascimento de duas primas gémeas


Em 2017, nasceu o meu neto na Escócia.

Faz 5 meses hoje. Só o vi durante duas semanas quando só tinha 1 mês...





  o tapete que bordei para ele em ponto de Arraiolos...




Fiz algumas viagens durante estes três anos: Bogotá e Cartagena (primeiras férias para descansar logo que cheguei), CuraçaoLondres, Budapeste, Viena, Equador, México, Panamá, Cuba, Escócia, Amsterdão, Singapura, Vietname, Camboja, Tailândia, Edimburgo

As visitas à Jamaica, Guiana, Trinidad e Tobago, São Vicente e as Grenadinas, Barbados tiveram também outros objetivos, mas fiquei a conhecer estes países nas Caraíbas.

Inolvidáveis foram mesmo as férias em família à Madeira para a passagem de ano e a Canaima.




A minha ilha da Madeira continua belíssima



Chegada a Canaima










No delta do Orinoco. Tentativa falhada de fazer de Tarzan na selva








Durante este tempo fiz algumas amizades e espero manter os contactos.  Hoje em dia com emails, skype e whatsapp, é muito diferente de 1989, quando deixei Portugal para ir viver na Turquia...

Politicamente assisti no meu país à eleição de um novo presidente da república e à formação de um governo minoritário com apoios parlamentares, a quem chamam de gerigonça, enquanto aqui assisto diariamente ao desmoronamento de um regime.

A minha nora e genro foram os únicos que me acompanharam na súbida ao Ávila de teleférico. Os outros subiram de jeep, o que não é menos assustador, garanto.


Apesar da preocupação dos familiares em Portugal sobre o meu bem estar aqui devido às noticias, gostei de viver estes últimos três anos em Caracas. Aliás, quando olho para trás a minha vida desde os 19 anos, que saí da Madeira para ir estudar e viver em Lisboa tem sido um acumular de vivências em diferentes locais. Os meus filhos, por exemplo, fizeram os 12 anos de escolaridade obrigatória metade em Portugal e metade no estrangeiro. Daí nunca terem tido vontade de concorrer ao programa Erasmus. Salvo comissões de serviço curtas ou  indefinidas como foram as de Bruxelas, Cabo Verde e Guiné-Bissau, acompanhei sempre o meu marido. Talvez seja por isso, que nos nossos carros há sempre na matricula um "CD": "Ciganos Distintos"...

Caracas e as montanhas do Ávila . Vista dos belissimos jardins de Topotepuy


As belas montanhas do Ávila, que rodeiam a cidade e amenizam o clima, são de uma grande beleza.



Não regressámos, por opção, ao belo arquipélago de Los Roques, com medo de apanhar uma deceção, dada a degradação de algumas instalações hoteleiras neste país devido à falta de produtos. Mandámos fazer uma aguarela de uma fotografia, que tirámos durante a nossa primeira estada na Venezuela, de 2005 a 2008 ( com uma interrupção de 6 meses em Luanda)


Um país com grandes potencialidades para desenvolver o turismo junto à costa com areia fina e macia, tem de começar com limpezas profundas.



                                                              antes e depois


Desde a minha chegada, empenhei-me, com ajuda, é claro, a manter a casa, que é já muito antiga, bem cuidada e, no jardim, tentei melhorar o seu aspecto, vendo-me livre da maioria das ervas e plantas invasivas.

As pessoas são simpáticas e têm um espírito alegre (se assim não fosse não sei como aguentariam). Contudo, nos últimos tempos sinto uma tristeza com as noticias de mortes de tantos jovens. Além das habituais devido à violência, que é grande no país, juntam-se agora as de estudantes que se manifestam, porque querem ter um futuro melhor.
A inflação é outro problema ( quando cheguei um euro equivalia a 90 bolivares no mercado paralelo. Este mês vale mais que 9000...). O que gastamos no mercado numa semana, nunca é igual ao da semana seguinte. Já nem compro alguns produtos, como salmão, pois acho ultrajante que um quilo seja igual ao ordenado mínimo, aumentado há duas semanas.

Desejo a todos os meus sinceros votos de um futuro melhor e estou pronta a enfrentar novos desafios, nesta opção de vida de acompanhar o meu marido no estrangeiro, o que apesar de muitas vantagens, traz também muitas saudades.

Caracas 2008




Já fiz tantas mudanças... esta será apenas mais uma, com muito menos coisas do que em 2008, quando regressámos a Lisboa...