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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Foto dos incêndios em Portugal

Foto do bombeiro Hélio Madeiras em Vieira de Leiria
Esta foto do fumo negro a cobrir por completo as povoações tem corrido mundo. Tragicamente, passados 4 meses dos terríveis incêndios de Pedrógão Grande, Portugal está a arder novamente e já são 38 as pessoas mortas...

sábado, 14 de outubro de 2017

Conhece Samodães?



A revista Architectural Digest conhece e recomenda:

" Esta bela aldeia - uma das muitas que merecem uma visita - fica na zona vinhateira do Douro e gaba-se das suas vistas panorâmicas sobre o Douro e as videiras em socalcos... Fique no luxuoso e recentemente inaugurado hotel Six Senses Spa Douro Valley..."



segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Um azar dos diabos




No dia 26 de setembro tive uma inundação em casa provocada pelo depósito de água da sanita, que rachou e vertia água como uma torneira.

Estava sozinha em casa e tudo aconteceu em menos de uma hora. Quando fui ao quarto vi água no corredor, vinda da casa de banho, que alastrou para outras zonas da casa. Só se salvou o meu quarto arranjado há pouco tempo, incluindo afagamento do chão- a água correu toda para o outro lado.

Depois de retirada a água contactei os seguros e enviei fotos.

Um perito veio cá a casa no dia 2 para fazer o orçamento dos estragos. Todos os dias o chão piora e levantam-se mais tacos: ando num mar de ondas de madeira.

Avisei que não vivo permanentemente em Lisboa e preciso de saber uma data para que tudo seja removido dos quartos, arranjado e posto no lugar, para eu poder organizar a minha vida... continuo à espera. Dizem que estas coisas são demoradas...

sábado, 7 de outubro de 2017

Seguir voo em direto


Desde que me mostraram este sitio, para ver em direto os voos que estamos à espera, tornei-me fã. Colocamos na pesquisa o número do voo e com tantos aviões a voar em todo o mundo encontramos rapidamente o nosso. Esta semana segui o voo do meu marido, que foi para a Roménia e agora faço o mesmo para o da minha filha, que regressa dos Açores. Mais uma das coisas que só era possível em ficção cientifica, quando eu era pequena....  

https://www.flightradar24.com

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Museu da Vista Alegre em Ílhavo


















A fábrica de cerâmica da Vista alegre nasceu em 1824 por iniciativa de José Ferreira Pinto Basto (1774-1839)  e assumiu desde o início uma estratégia inovadora de organização fabril. 



José Ferreira Pinto Basto, oriundo de uma família de grandes empresários, foi construtor naval e armador de navios, que mantinham ligações com o Brasil, Índia e Macau. Teve o  monopólio lucrativo dos tabacos e sabões. A sua vasta experiência nos negócios foi importante na implantação da primeira fábrica de porcelana em Portugal. O investimento e capital foi todo seu, não dependendo do patrocínio e vontade da coroa, como acontecia muitas vezes na época.
Participou ativamente nas convulsões politicas e militares, que conduziram ao triunfo da monarquia constitucional em Portugal (as duas primeiras décadas do século XIX foram marcadas pelas invasões francesas e pela prolongada estadia da família real no Brasil).






Grande prato com retrato do fundador da fábrica e dos seus descendentes (1974). Pintura de Armando Pimentel










Dois anos após a  entrada em funcionamento, foi agraciada com o título Real Fábrica, um reconhecimento pelo seu sucesso industrial. 

Retrato de D. Maria Pia e os seus filhos D. Carlos e D. Afonso ( 1878)




O primeiro museu  data de 1947 e foi instalado no palácio, junto da capela. Em 1964 foi ampliado e aberto ao público, mudando para os edifícios antigos da fábrica. Estas instalações foram renovadas em 2001. Em 2016 o novo museu pretende mostrar a história da fábrica, a sua evolução estética e importância para a sociedade portuguesa dos séculos XIX e XX, através de um espólio que conta com mais de trinta mil peças.

O aglomerado fabril da Vista Alegre integra, para além da fábrica, casas construídas para os funcionários, um colégio, creche, teatro e infraestruturas desportivas. Fez-me lembrar a visita, que fiz o ano passado, a New Lanark, onde foram introduzidas as ideias de Robert Owen.







A capela de Nossa Senhora da Penha de França, situada no complexo industrial da Vista Alegre está classificada como monumento nacional.


Fruteiro 1830-1846

Depois de uma primeira fase caracterizada pela produção de vidro e cristais, em 1832 saíram dos fornos as primeiras porcelanas.

Com origem na China, os segredos do fabrico da porcelana só foram descobertos na Europa em 1709.





A porcelana é uma louça fina feita de caulino e feldspato, que coze à temperatura de 1350ºC.

Este forno trabalhou até finais de 1980.










Soldado de Infantaria de Peniche (1943)





Até finais do século XIX a fábrica conheceu o seu período áureo, destacando-se a introdução de decorações a ouro, a participação em exposições internacionais e o contributo do desenhador francês Victor C. Rousseau, importante sobretudo para a criação de uma escola de pintura ainda hoje famosa.




Serviço de mesa Fronteireira. Raul Lino, 1924 




A louça de porcelana brasonada constitui até aos dias de hoje uma marca pessoal, sinónimo de distinção. Foram os portugueses que primeiro associaram a nobreza da porcelana aos símbolos de linhagem de família. Assim, a VA elaborou serviços de mesa de aparato para a alta sociedade nacional e internacional.




A técnica da litofania (imagem gravada em porcelana translúcida) foi introduzida em Portugal pela Vista Alegre entre 1860 e 1869. Foi uma novidade na época da invenção da fotografia.


 

Todas as minhas amigas sabem desta minha paixão por porcelana e da marca Vista Alegre, de grande prestigio internacional. 








Finalmente no dia 14 de setembro tive oportunidade de ir a Ílhavo visitar o museu, que recomendo.



sábado, 30 de setembro de 2017

O castelo de Montemor-o Velho

No regresso a Lisboa, depois de uma curta estadia nas Terras do Douro, decidimos passar pela Figueira da Foz. Cidade que não visitava há muitos anos, desde 2002, o ano que o meu filho entrou para a universidade. Nessa altura, fomos os dois almoçar com a minha amiga Violeta, que tem ali uma bela casa do século XVIII. Desta vez ainda a contactei para saber se lá estava para nos encontrarmos e... coincidência das coincidências atendeu-me da Roménia, onde se encontrava a passar férias. Falou-me de uma enorme tempestade que tinha apanhado. Quando cheguei a Lisboa, inteirei-me do que se passara e soube até que causara mortos. Aliás, a minha querida amiga M. Carmen tinha-me escrito preocupada (da Índia), pensando que eu já lá estaria...

Falando de tempestades...Lembrei-me então do nosso regresso a Lisboa da Figueira, em 2002. Apanhámos uma das maiores chuvadas e ventanias que me lembro - o que tornava a condução perigosa. De tal forma que até nos custava perceber o telefonema de uma colega do meu filho, informando-o das colocações na universidade, que tinham saído nesse dia.

Bem, depois desta divagação, importa dizer que nunca tinha ido à Figueira pela estrada nacional. O caminho, mais longo, é muito agradável e passámos por Tentúgal, que nem me recordava onde ficava, mas onde parámos para apreciar a doçaria conventual...

Um pouco mais à frente avistámos o belo castelo de Montemor- o -Velho. Conheço Montemor-o- Novo, perto de Évora, mas aqui nunca tinha estado.. E que beleza...


De origem muçulmana Montmayur é descrita no século X como uma poderosa fortaleza. A sua posição estratégica para defesa da linha do Mondego, tornou-a cobiçada por forças cristãs e muçulmanas, o que explica os inúmeros combates aqui travados. Constitui um dos mais amplos espaços amuralhados de Portugal.



O Paço das Infantas foi remodelado no século XIII pela infanta D. Teresa, filha de D. Sancho I. Foi palco de reuniões de corte, cerimónias, atos solenes e lugar de decisões como a que D. Afonso IV aqui tomou no dia 6 de janeiro de 1355: Inês de Castro seria executada, no dia seguinte, em Coimbra.

Na Igreja de Santa Maria de Alcáçova, situada no castelo, destacam-se os azulejos sevilhanos do século XVI, uma imagem do século XIV, de Nossa Senhora do Ó e a pia baptismal quinhentista. 







sexta-feira, 29 de setembro de 2017

A vila de Trevões







Trevões é uma freguesia do Concelho de S. João da Pesqueira, distrito de Viseu, integrando-se na Região Demarcada do Douro.









A origem do topónimo tem levantado alguma controvérsia.
Alguns sugerem que o nome original seria Trovões, devido às frequentes trovoadas, que se registam na região. Mais tarde, pelo facto de crescer grande quantidade de trevo na zona, foi alterado para Trevões, segundo consta. Outra tradição sugere ainda a existência no antigo pelourinho da vila, hoje desaparecido, da representação de um escudo com cinco folhas de trevo, que pertencia a um fidalgo da freguesia, de nome Travassos, daí provindo o topónimo. Outros ainda defendem que Trevões é a evolução fonética de Trevules, aparecendo pela primeira vez no ano de 960, referido no testamento de uma Dona Fâmula.

Solar dos Caiados

A vila de Trevões constituía um importante centro social e económico entre o Douro e a Beira. Os séculos XVII e XVII foram de apogeu.  A nobreza local tentou enaltecer a sua linhagem construindo um conjunto de casas nobres e capelas que demonstravam o gosto e o poder dos seus senhores. 
Paço Episcopal



Os Bispos de Lamego deixaram também uma forte marca na vila ao construírem um sumptuoso paço.
Após a nacionalização dos bens da igreja no século XIX, a casa, juntamente com a quinta, foi vendida. O atual proprietário não a tem estimado. Uma pena, numa vila que está a recuperar tantas das suas casas.









Foi em Trevões que fiquei instalada na minha visita recente ao Douro. 




A vila de Trevões tem uma bela Igreja Matriz, um pequeno museu de Arte Sacra e outro etnográfico.
É uma vila tesouro. 

Sabia que esta belíssima Custódia do século XVII de Trevões está emprestada, desde 1883, ao Museu Nacional de Arte Antiga, onde está exposta?


A talha dourada do século XVIII escondeu os frescos originais do século XVI da Igreja Matriz de Trevões.




Santa Marinha, a padroeira de Trevões








Se juntarmos à sua localização, a tradição histórica, o excelente vinho e a simpatia das pessoas ficamos na presença de uma terra que vale muito a pena visitar e desfrutar.