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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Uma história de Natal



"A Árvore de Natal" é uma história de Maria Luz Del Vado, ilustrada por Luís Acosta Moro e publicada em 1961 pelas editoras Francisco Bruguera e Editorial Ibis, colecção Dois Amigos.









Esta história é para o meu neto, que ontem teve a sua primeira árvore de Natal.
Foi um dos meus primeiros livros.  

Morreu o último Rei dos Romenos


Morreu hoje, na Suiça, o último rei da Roménia, Miguel, com 96 anos. Era bisneto da Infanta de Portugal D. Maria Antónia, filha de D. Maria II e D. Fernando II.

 A notícia no The New York Times.


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

1 de dezembro: Dia da União na Roménia


Hoje é um importante feriado na Roménia. É o seu Dia Nacional e celebra-se a união da Transilvânia, em 1918. 



A cidade está engalanada e junto ao Arco do Triunfo realiza-se uma parada militar.


Consegui ver a chegada do Presidente e o desfile da bandeira portuguesa, pois tinha um enorme ecrã de TV em frente.

No entanto, as celebrações começaram já domingo passado, com o lançamento da comemoração do centenário dessa data tão importante na História romena. Assim, o Governo organizou um espectáculo musical no Teatro Nacional, marcado pela pompa e circunstância, sobretudo à chegada, pois ao sairmos do carro, além de haver fotógrafos e televisões, tínhamos que subir, numa passadeira vermelha, a escadaria do teatro toda iluminada até à porta principal. Senti-me uma pop-star



A organização do concerto foi especialmente cuidada e a verdadeira estrela da noite foi a excelente orquestra da juventude. O programa variado incluiu, como seria de esperar peças musicais romenas do mais famoso compositor romeno Georges Enescu (1881-1955) como de outros seus compatriotas Theodor Rogalski (1901-1954) e Ciprian Porumbescu (1853-1883). Gostei em especial da "Hora da Mutenia" de Rogalski, obra inspirada numa dança romena. 


 

Também gostei muito das duas sopranos, já com carreiras internacionais relevantes, Adela Zaharia, romena e Kristine Opolais, letã.

Cheguei, entretanto, à conclusão que a vida cultural romena é bastante animada e interessante, incluindo concertos variados e de grande qualidade. Dessa forma consegui já conhecer as três salas de espectáculo principais: o Ateneu, a Ópera e o Teatro Nacional.




Desejo a todos um magnífico início de festas de Natal. Regresso amanhã a Lisboa. Voltarei só em 2018.       

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Passeio no dia de Santo André

Em 30 de novembro, celebra-se o dia do Santo André, padroeiro da Escócia e Roménia. Como é feriado, aproveitei para conhecer melhor Bucareste.

Apanhámos o metro, o nosso transporte de fim de semana e feriados. Funciona muito bem e com uma estação a menos de cinco minutos de casa, tem sido muito prático. Compra-se previamente um bilhete, que custa apenas 20 Lei ( ao câmbio actual cerca de 4 Euros ), o qual dá para 10 viagens. Pode ser usado por diversas pessoas, obliterando à entrada as vezes necessárias correspondente ao número de pessoas.


A primeira paragem foi para conhecer de dia o novo Teatro Nacional, aberto há dois anos, onde assisti a uma comemoração domingo passado. 




O teatro mais importante de Bucareste foi fundado em 1852, mas ficou destruído num bombardeamento durante a II Guerra Mundial. Hoje em dia é um hotel, com a fachada do velho teatro reconstruída.









Este sinal, junto à praça onde fica o novo teatro nacional é muito fácil de entender, mesmo para quem não conhece romeno..















O Ministério da Agricultura funciona neste edifico histórico de 1896.













A igreja russa de S. Nicolau foi construída para servir de capela da Embaixada Russa. Em 1934, foi doada à universidade de Bucareste, que fica muito perto. Está a ser restaurada, mas pode-se ver o prédio feio e despropositado que construíram junto a edifícios históricos. Faz-me lembrar outros lugares...








Originalmente as sete campânulas eram cobertas com folhas de ouro. 























O museu de Bucareste estava fechado.
Fica na antiga casa de Grigore Sutu. Foi fundado em 1921.




Depois de um café para aquecer- hoje quando acordei estava 2 graus negativos e com máximas de 6 a 8 graus- fomos à procura da rua mais antiga, situada na mesma área de Lipscani, que já visitáramos.






A igreja de S. Demétrio, o santo padroeiro de Bucareste.
É a quarta igreja construída neste local. A mais antiga é do século XVI.










 

Foi aqui que começou a expandir-se a cidade, do século XV ao XVII. As ruínas de algumas fortificações da cidade. 


 A igreja da Anunciação ou Santo António é a mais antiga de Bucareste. É do século XVI e já foi restaurada diversas vezes. Não entrei, porque estavam a celebrar missa em todas as igrejas por onde passei.












A estalagem de Manuc, um mercador arménio. Foi construída em 1808. Foi aqui que o tratado de paz entre a Rússia e o Império Otomano foi assinado, em 1812.

Já tinha estado muito perto deste local, mas há muitas ruas parecidas, todas elas estreitas e com o pavimento empedrado. Foi na primeira visita ao centro, quando vi a estátua da loba de Roma alimentando Rómulo e Remo. Foi uma oferta de Itália e é uma cópia perfeita da de Roma. A escultura simboliza a origem latina dos seus habitantes.















O passeio de hoje foi curto, porque tínhamos bilhetes para ao fim da tarde ir à ópera ver a Tosca.







segunda-feira, 27 de novembro de 2017

O Palácio Real que se tornou Museu de Arte

O Museu Nacional de Arte, em Bucareste fica situado no antigo Palácio Real, o qual foi utilizado protocolarmente, pela primeira vez, em 1837.

Em 1866, tornou-se a residência oficial de Carol I.

Em 1877, a Roménia declarou-se independente do Império Otomano. Após a guerra contra o Império Otomano de uma coligação de países chefiada pela Rússia, integrando a Roménia, a Sérvia, o Montenegro e a Bulgária, a independência romena foi internacionalmente reconhecida pelo Tratado de Berlim de 1878.



O Rei Carol I e
a Rainha Elisabeta








Em 1881, o Rei Carol I da dinastia Hohenzollern-Sigmarigen é coroado como primeiro rei da Roménia.

Em 1882, é instalada electricidade no palácio e começam os trabalhos da sua modernização e expansão.

Em 1926, é reconstruído o andar superior, que ficara destruído por um grande incêndio.

Entre 1930- 1937, o Rei Carol II manda aumentar o palácio. A sua forma atual é baseada nos planos do arquitecto romeno Nicolae Nenciulescu.

Em 1944, uma das novas alas do palácio é destruída por um bombardeamento.

A ocupação soviética, após a Segunda Guerra Mundial, levou à formação de uma República Popular comunista em 1947 e à abdicação do Rei Miguel, que partiu para o exílio. Tem atualmente 96 anos e vive na Suiça.

Em 1950, o palácio abriu ao público como museu.

Em 1989, após a queda de Ceauşescu e o fim do regime comunista na Roménia,  oitenta por cento do palácio ficou destruído e muitas obras de arte ficaram danificadas. Só em 2000 o museu reabriu as suas portas.

A atual família real romena não é proprietária deste palácio nem do palácio Cotroceni, mandado construir pelo primeiro rei da Roménia, onde, desde 1991, é a residência oficial do Presidente da Roménia.

Em 2001, o palácio Elisabeta, construído em 1936, foi posto à disposição da família real. Hoje em dia  é a residência da Princesa Margareta, a herdeira do trono, atualmente com 68 anos.


Vale muito a pena visitar o Museu Nacional de Arte, pois tem uma coleção magnífica de obras de arte- por enquanto só conheço a Galeria de Arte Europeia ( os bilhetes de acesso são independentes da outra, onde está instalada a Galeria de Arte Romena). É também uma oportunidade de ficarmos a conhecer o palácio, onde viveram, durante cerca de 66 anos, os monarcas romenos (de 1881 a 1947).













A coleção de arte tem cerca de 3000 pinturas e esculturas e tem como base a coleção do rei Carol I.









Inclui obras de pintores famosos como Bronzino, Tintoretto, Rembrandt, Rubens, El Greco, Monet, Sisley e do escultor Rodin.

Pieter Connelisz. Mulher a tricotar

Achei interessante este quadro de Eugène Boudin, um pintor que nasceu em Honfleur, que visitei o mês passado...


e este de Monet "Barcos de pesca em Honfleur".

Referências:

Bucharest ilustrated guide
https://www.romania-insider.com/kings-day-special/